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CAPÍTULO 1 - Esperança coletiva

  • há 2 dias
  • 13 min de leitura

Atualizado: há 16 horas

2018, paralisação nacional
2018, paralisação nacional

No século 18, o mundo descobriu o poder das máquinas. O barulho das fábricas engoliu o som dos teares. O capital vestiu-se de modernidade e encontrou, no corpo do trabalhador, o lucro — sua nova religião. O capitalismo industrial nasceu da exploração. A fenda social se escancarou: de um lado, os donos das máquinas; do outro, quem as fazia funcionar. Contra a miséria imposta pela divisão, nasceram os sindicatos. Um dos mais antigos do Brasil, o Sintrafi chegou aos 90 anos com a marca das duras lutas — e das esperanças flagrantes. Nas margens do capitalismo global, a engrenagem moderna tritura corpos (e almas) como nunca. Avança a escravidão contemporânea, onde o trabalho se dissolve e o ser social apodrece na lógica da produção infinita. A precariedade tornou-se método. A vida foi reduzida a sentidos urgentes, insignificantes, adoecidos — a corpos apressados, mentes cansadas, existências maquinais. Diante dessa realidade, nunca foi tão vital o gesto coletivo.


Unir-se: a palavra antiga pela sobrevivência. Buscar na memória a chama capaz de criar novos modos de resistir, agir, existir — para reinventar a dignidade e o mundo em meio ao colapso.


Este livro é celebração, resgate e convite. Que a história das nove décadas do Sintrafi recorde à classe trabalhadora que nada lhe foi dado de graça. Cada conquista foi arrancada com luta — e a luta não termina. O conflito é permanente: há sempre um campo de forças em disputa, que tenta desfazer vitórias. São os senhores do retrocesso — e eles não dormem.


Foi em meio a esse embate histórico, entre a engrenagem e o humano, que o Sintrafi nasceu. O Brasil ainda engatinhava no reconhecimento dos direitos trabalhistas. A Revolução de 1930 havia reorganizado o estado, e o país respirava a promessa — e o controle — de uma nova era industrial. Em Santa Catarina, um grupo de bancários decidiu dar forma ao que, até então, era apenas um instinto de sobrevivência coletiva: criar um sindicato, corpo que falasse em nome de todos. Assim, a história começou.


“O Ministro do Estado dos Negócios, do Trabalho, Indústria e Commércio, em nome do Presidente da República dos Estados Unidos do Brasil: Faz saber a quantos esta Carta virem que,attendendo ao que requereu o Syndicato dos Bancários de Santa Catharina, com séde em Florianópolis, Estado de Santa Catharina, resolveu approvar os respectivos estatutos e reconhece-o como syndicato profissional de empregados, por despacho de 13 de novembro de 1935, proferido no processo D.N.Tn. 18830, 1935, nos termos da legislação em vigor. E, para firmeza, mandou passar a presente Carta, que vae por elle assignada.”


Este livro caminha na contramão do tempo — começa no agora e volta às origens, atravessando nove décadas do Sintrafi. Ao longo desse percurso, o Sindicato contou com o entusiasmo dos fundadores, a resistência nos subterrâneos aos anos duros, a reconstrução democrática e o enfrentamento à era neoliberal. No presente, o Sintrafi se afirma há mais de uma década por meio de uma gestão comprometida com a democracia, a justiça social e a vida digna.


2017, greve geral (28/04)
2017, greve geral (28/04)

Em 2014, uma nova geração de lideranças assumiu o comando do Sindicato em meio a um cenário político turbulento — um país prestes a mudar de pele. Com 999 votos contra 740 da chapa de oposição, a chapa CUTista venceu as eleições com 57,4% da preferência. A votação, realizada nos dias 14 e 15 de março de 2014, mobilizou mais de 80% da categoria filiada — uma demonstração de força e engajamento que marcou o início de uma nova fase. À frente da direção eleita estava o bancário Marco Aurélio Silveira Silvano, que, junto com uma equipe renovada, assumiu a missão de reconstrução.


A trajetória que o levaria à presidência do Sintrafi começou décadas antes, quando Marco, aos 17 anos, ingressou no Banco Sulbrasileiro, em Porto Alegre. Era o fim da Ditadura e a Praça da Alfândega fervia. O país tentava reaprender o sentido da palavra “democracia”. Em 1985, uma canetada de Delfim Neto liquidou o banco. Vinte mil funcionários mergulharam na incerteza. Marco acampou em Brasília com milhares de colegas, entre a posse e a morte de Tancredo.


“Aprendemos que o poder só concede quando é pressionado.”


Nos anos seguintes, viu bancos regionais serem engolidos pela lógica privatista — memória que carregou como combustível político. Em 2002, já em Florianópolis, aproximou-se do Sintrafi. Viveu as greves de 2003, ingressou na direção em 2005, e voltou em 2014 para reconstruir a unidade da entidade, então abalada por crises e divisões. Durante seu mandato, colocou o Sintrafi novamente de pé. Regularizou a propriedade do prédio, solucionou demandas históricas e reatou laços com a Contraf-CUT e a Fetrafi-SC. No segundo mandato, consolidou essas relações e viu nascer um novo ciclo de mobilização da categoria. Testemunhou a profunda transformação do mundo do trabalho.


2016, assembleia de encerramento da campanha salarial
2016, assembleia de encerramento da campanha salarial

“Com o home office, a concentração desapareceu. Como falar com o trabalhador que já não está mais ali? As assembleias agora são virtuais, as votações ocorrem online. Nos anos 1990, havia quase novecentos mil bancários no país; hoje são cerca de quatrocentos mil. O sistema financeiro cresceu, mas os empregos diminuíram — pulverizados em fintechs, operadoras de crédito, lotéricas e microbancos. Sessenta por cento desses trabalhadores não têm os direitos da categoria. São subcontratados, terceirizados, invisíveis. Nosso maior desafio é também representá-los.”


Dando continuidade à linha de atuação que tem orientado o Sindicato, Cleberson Pacheco Eichholz — atual presidente da entidade — cresceu cercado por um ambiente político e comunitário que moldaria sua trajetória. Filho de servidor público, teve sua iniciação política ainda na infância, jogando bola com crianças de um assentamento do MST vizinho ao campus da UFPel, onde vivia com a família. Sua formação foi marcada pela efervescência universitária, onde se aproximou do debate público e começou a compreender o sentido coletivo da transformação social.


Na adolescência, participou ativamente do movimento estudantil durante a Privataria Tucana e, mais tarde, formou-se em Telecomunicações e Física. Ingressou no Banrisul em 2007 e, no ano seguinte, viveu sua primeira greve — no litoral norte gaúcho — experiência que consolidou seu compromisso com a luta sindical.


Transferido para Santa Catarina em 2011, Cleberson aproximou-se ainda mais da militância bancária e, em 2014, integrou a chapa que reuniu as correntes cutistas na reconstrução do Sintrafi, então fragilizado por divisões internas. Em 2020, assumiu a presidência da entidade e, junto aos companheiros de gestão, conduziu o Sindicato em um dos períodos mais desafiadores de sua história: a pandemia. Foi preciso reinventar-se no ambiente virtual, sustentar o vínculo com a base e reafirmar o papel do Sintrafi como trincheira de resistência diante do avanço da agenda neoliberal.


“Vivemos hoje um grande dilema: o confronto entre a coletividade e a meritocracia. Tentam nos convencer de que tudo depende apenas do esforço individual — mas essa é a lógica neoliberal, que enfraquece a solidariedade e divide os trabalhadores. Nós sabemos que nenhuma conquista veio do mérito de um ou de outro; veio da luta coletiva, da união da categoria. É juntos que avançamos, e é juntos que defendemos nossos direitos.”


Ao seu lado, André Luiz Alves, secretário-geral, é o elo entre a prática e a reflexão. Filho de um líder operário do ABC, cresceu em meio à efervescência das lutas dos anos 1980. Em 2001, aos 21 anos, entrou no Banco do Brasil. Mal havia se adaptado quando veio a greve. Anos depois, o destino o levou a Criciúma, onde o movimento sindical voltaria a cruzar seu caminho. Em 2014, ao lado de colegas CUTistas, integrou a nova direção do Sintrafi. Hoje é quem mantém a engrenagem funcionando. Para ele, o maior inimigo é o esvaziamento — da consciência e da presença.


“As lideranças envelhecem, os quadros se reduzem, o teletrabalho pulveriza as relações. A vida digital enfraquece o vínculo coletivo. Mas, ainda assim, há algo que resiste.”


Da solidão que André enxerga nas agências ao vazio que se espalha pelo planeta há um mesmo motor: o capital. O que se fragmenta nas telas e nas rotinas é o reflexo de um mundo que perdeu a medida do humano.


O neoliberalismo fundiu-se ao sistema financeiro. Juntos, tornaram-se uma máquina global de empobrecimento da existência. Tudo é número, meta, resultado. O tempo, convertido em mercadoria. O humano, apêndice robótico. O trabalho vivo, absorvido pelo trabalho morto. A máquina como ordenadora do homem.


No novo império do capital, o trabalho deixou de ser criação. Voltou a ser castigo — o tripalium, a condenação de Sísifo à repetição sem sentido. O descanso virou culpa. O devir e o desejo deram lugar à produtividade. Uma conversão moral: sorria, produza, performe. Para tanto, foi preciso que a classe trabalhadora perdesse a consciência de si — viver em abstração, ser a própria mercadoria: que se vende para comprar o que não necessita nem sacia. “Consumo, logo existo” é o lema. O dinheiro é o fim — e as existências, meros meios monetários. O trabalho tornou-se, constantemente, uma antessala da depressão. Ansiedade, burnout, suicídio são sintomas. A patologia, frequentemente, é o neoliberalismo.


O capitalismo tornou-se uma máquina maior que o mundo. Dizem: é mais fácil imaginar o fim do planeta do que o fim do capital — que, em sua fase mais fúnebre, rompe todos os limites de expropriação da terra, da vida. Não é apenas um sistema econômico; é uma engrenagem de destruição em escala planetária.


O deus-dinheiro suga a seiva da vida — desejos, afetos, potências — e os converte em uma lógica estéril. Vivemos, como diria Gilles Lipovetsky, na era do vazio: um tempo de excesso e de inexistência, de ascensão da insignificância. Seres flutuantes sobre a liquidez, sem peso e sem lastro. Como mercadorias esvaziadas, interiorizamos o cinismo do capital — sua indiferença, sua insensibilidade. Empreendemos, produzimos, consumimos em espiral ascendente e hiperacelerada — solitária, portanto. Seres sem tempo e sem laços, tomados por urgências inúteis. Zumbis da produtividade, incapazes de sonhos.


2017, protesto contra a reforma da previdência (17/08)
2017, protesto contra a reforma da previdência (17/08)

A concentração da riqueza veio com a dissolução do poder popular. Povos desalentados, democracias capturadas. Já não se confia nem nos próprios fatos. O descrédito virou o idioma universal. A alienação é o novo ar que se respira. A desumanização, o novo chão. O medo é o afeto fundador das novas subjetividades da modernidade em colapso. A máquina do mundo neoliberal gira sobre os destroços do sujeito racional. O projeto humanista despencou do céu egóico. Do progresso à selvageria — a curva da civilização no contemporâneo.


A lógica fictícia da moeda tem vencido a vida. A racionalidade dogmática comprime, captura e expropria o direito fundamental de existir. A destruição não é apenas material, mas também subjetiva. Realização do sonho de Margaret Thatcher: “A economia é o método, o objetivo é mudar a alma.” O patriarcado se asselvaja, o ressentimento do cidadão frustrado se agrava e o ódio vira energia política para a extrema-direita.


Reina a falácia, a retórica da superação, o sermão da meritocracia, o culto dos escolhidos aos moldes dogmáticos do calvinismo tardio. Vende-se a ilusão de que basta querer. Toda derrota é culpa individual. Pobreza é preguiça.


Propagam a cultura do “trabalhe enquanto eles dormem”. Prometem sucesso como salvação espiritual. Mas o que oferecem é a gaiola de falso ouro do neoliberalismo e o surto da quantofrenia — a doença da medida.


Nas vitrines do mercado, a ideologia da felicidade com seu brilho artificial: “Seja sua melhor versão.” “Você é sua própria empresa.” É a pejotização da vida. O self-made man como sentença. O auto empreendido, o uberizado, o freelancer que comprou a versão da demonização da CLT. É a reedição da servidão voluntária descrita por Étienne de La Boétie, enquanto os experimentos da precarização se multiplicam. Subcategorias, terceirizações, empregos dentro de empregos — um labirinto de contratos frágeis e direitos desfeitos. A sombria face da escravidão contemporânea.


2023, Campanha "Menos metas mais saúde" (11/04)
2023, Campanha "Menos metas mais saúde" (11/04)

Foi nesse clima que o governo do tenebroso Temer consolidou a mais ampla ofensiva contra a classe trabalhadora desde a Ditadura. A Reforma Trabalhista de 2017, costurada por confederações empresariais e lobistas do sistema financeiro, alterou mais de cem artigos da CLT e instituiu a supremacia do “acordo” sobre a lei — o nome elegante da coerção. Entre as 850 emendas apresentadas à comissão especial, um terço foi redigido por entidades patronais; metade foi incorporada ao texto final. Na prática, a licença para explorar. O acesso gratuito à Justiça foi restringido, o intervalo reduzido, a jornada ampliada.


Em resposta, o Sintrafi foi às ruas. Participou das greves gerais de abril e de junho de 2017, ao lado de centrais sindicais e frentes populares, para denunciar o golpe neoliberal. Bancários de todo o país marcharam sob faixas de Fora Temer, defendendo o futuro. A luta reafirmou o papel histórico do Sindicato, se opor a patética encenação do estado de joelhos diante do mercado. A ofensiva seguinte veio com a Reforma da Previdência. Iniciada no governo Temer e concluída por Bolsonaro em 2019, elevou a idade mínima da aposentadoria, endureceu o tempo de contribuição e reduziu o valor dos benefícios. A CUT e os sindicatos mobilizaram greves, atos e caravanas em todo o país, mas o Congresso aprovou quase sem alterações a emenda que sacrificou o futuro de quem vive do trabalho. O Sintrafi esteve entre as vozes que denunciaram a farsa fiscal e o cinismo da narrativa.


Pouco depois, o país mergulhou no caos da pandemia sob um governo negacionista que tratou a morte com deboche. O Sintrafi resistiu em meio ao colapso, se reinventando em defesa da vida, do emprego e da solidariedade.


Nos últimos dez anos, o Sindicato esteve firme nas campanhas salariais anuais; nas batalhas pelo reajuste real e pela manutenção da Convenção Coletiva — a mais abrangente do país. Enfrentou o ethos das demissões em massa, pressionou por requalificação e negociou condições de trabalho. Defender o emprego é defender o direito de existir diante das máquinas.


Por trás das metas, corpos exaustos. O Sindicato combateu assédios, fiscalizou as condições e cobrou novas contratações. Não há sentido na lógica predatória do trabalho destruir o trabalhador. Outra linha de frente foi a defesa dos bancos públicos. Desde 2016, o Sintrafi reagiu à sanha privatista pelo Banco do Brasil e Caixa. Em cada tentativa de fatiamento, se mobilizou pela preservação de um patrimônio que pertence ao país — não aos governos, nem ao mercado.


Em meio a esse cenário, o Sintrafi ateou a chama do coletivo. Manteve a pulsão das ruas e os vínculos que sustentam a luta. Das greves e campanhas, emergiu uma geração disposta a devolver à categoria o sentido de pertencimento.


2015, peças de intervenção urbana para campanha salarial "Exploração não tem perdão" (03/9)
2015, peças de intervenção urbana para campanha salarial "Exploração não tem perdão" (03/9)

O grande articulador desta gestão foi Jacir Antônio Zimmer — líder nato, cuja força política se misturava a uma inquietude filosófica. Movido pela curiosidade e pelo desejo de compreender o tempo em que vivia, Jacir falava com paixão sobre o papel transformador da coletividade. A luta sindical ganhava contornos de urgência e esperança. Era ele quem despertava o sentimento de que o movimento não era um fim em si, mas o começo para o mundo novo.


Sob sua influência, o Sindicato reencontrou o sentido da palavra nós. A militância deixou de ser um ato de resistência isolada e voltou a ser um projeto comum, pois a resistência política não se sustenta apenas na pauta e na assembleia. Ela nasce do sentimento de comunhão, da solidariedade profunda que permite a mobilização de diversos arranjos para se estar juntos, apesar de. Porque resistir é, antes de tudo, estar juntos. E estar juntos é o ato mais radical destes tempos.


A verdadeira resistência não se limita à crítica — ela se expande pela subjetividade. Não é o individualismo que moverá a transformação, mas a capacidade de comunhão nas frestas, onde a vida acontece. São esses afetos insurgentes, lampejos de rebeldia, que mantêm viva a chama da luta.


2024, lançamento da campanha nacional "Menos juros mais vida" (SET)
2024, lançamento da campanha nacional "Menos juros mais vida" (SET)

O trabalho ainda é a mediação fundamental do ser social. E é justamente ali, onde o capital tenta reduzir tudo a custo e produção, que germinam as metamorfoses mais profundas da existência. Nas rotinas e nos encontros, nos cafés e nas greves, há sempre algo que o sistema não domestica. A capacidade de indignação e levante — faísca que cria desvios, impulso a reinventar caminhos.


Chapa 1: Juntos Somos Fortes

A CHAPA DOS BANCÁRIOS (abril 2014)




1° Secretário de Políticas Sindicais e Sociais: Fernando Luiz Costa (Caixa) 2° Secretário de Políticas Sindicais e Sociais: Edmilson Vieira (Caixa)


1° Secretário de Organização do Ramo Financeiro: Marcos Vinícius Cunha Araújo (Caixa)


1° Secretário de Formação Sindical: Filipe Muller Lohn (Banco do Brasil)


Conselho Fiscal: Álvaro Luiz Silveira (Caixa)


FOLHA SINDICAL 2025-2015


2017, Marcha Catarinense contra reformas
2017, Marcha Catarinense contra reformas

2025 — “Trabalho, tecnologia e reconstrução coletiva”

O sindicato projeta o futuro: inteligência artificial, automação, tributação justa e jornada reduzida sem corte salarial. A Folha renova sua linguagem — mais política, mais humana. “As mudanças tecnológicas só serão avanços se também melhorarem a vida de quem trabalha.”


2024 — “Direitos, saúde e inclusão”

A pauta sindical se entrelaça à pauta humana. Saúde mental, inclusão de PcDs e meio ambiente ganham protagonismo. A CCT é mantida com reajuste acima da inflação e novas cláusulas sociais. “Os bancos negam, mas a categoria adoece.”


2023 — “Segurança, saúde mental e reconstrução coletiva”

Ano das grandes batalhas locais: a luta contra o PL das portas de segurança e a campanha pelo Setembro Amarelo. Reforço à justiça fiscal, à defesa dos bancos públicos e à cultura como elo comunitário. “Segurança não se reduz, se amplia.”


2022 — “Trabalho, saúde e reconstrução”

Transição entre o luto e a esperança. Com inflação alta e lucros bilionários, o Sintrafi denunciou o adoecimento, reafirmou o legado de Jacir e chamou os bancários ao voto consciente para presidência: “Precisamos escolher o lado que representa os avanços sociais e a democracia.”


2021 — “Entre o luto e a luta”

A Folha celebrou 300 edições e reafirmou o jornalismo ético como arma contra o negacionismo. Defendeu a vacinação, o direito à desconexão e denunciou o lucro recorde dos bancos. “Enquanto as ruas enchem de gente pedindo comida, os bancos celebram recordes históricos de lucro.”


2020 — “Entre máscaras e verdades”

A pandemia transformou a luta em rede de cuidado. O sindicato se reinventou no digital, garantiu home office seguro e manteve assembleias virtuais. A solidariedade virou pauta e prática. “A distância não nos limita.”


2019 — “Reforma, resistência e reestruturação” A Folha enfrentou a reforma da Previdência, o trabalho aos sábados e a MP 905, a “Bolsa-Patrão”. Foi o ano em que a resistência virou reorganização. “Não é possível encarar as mudanças do mundo do trabalho sem repensar nossa forma de organização.”


2018 — “Defender direitos, ampliar a luta”

Ano de resistência e unidade. Mesmo sob ataques, a categoria garantiu a Convenção Coletiva até 2020 e consolidou conquistas. O sindicato reafirmou o papel histórico da solidariedade e da memória. “Se o resultado da luta é de todos, a luta também é.”


2017 — “Democracia se garante nas ruas”

Com as reformas avançando, o jornal tornou-se trincheira pedagógica. Listou os treze pontos do “NÃO” à retirada de direitos e denunciou o desmonte dos bancos públicos. A maior greve geral desde 1989 mostrou que o sindicato é ainda o coração vivo da democracia. “O desmonte dos bancos públicos é o prelúdio da privatização dos sonhos sociais.”


2016 — “Só a luta te garante”

O ano que inaugurou o novo ciclo de resistência pós-golpe. A greve de trinta e um dias, a mais longa da história da categoria, marcou a luta contra as reformas trabalhista e previdenciária de Temer. Entre o luto democrático e a reinvenção do sindicalismo, a Folha ergueu a voz: “Saiba que você não luta sozinho.”


2015, campanha nacional" Exploração não tem perdão"
2015, campanha nacional" Exploração não tem perdão"

2015 — “Exploração não tem perdão: 80 anos de luta e a força da mobilização”

O ano marcou o embate contra o PL 4330 da terceirização irrestrita, denunciado como a “legalização da exploração”. A Campanha Nacional defendeu a mesa única de negociação e os direitos históricos da categoria, enquanto o sindicato celebrava 80 anos de fundação, a Folha denunciou a contradição entre lucros recordes e demissões em massa:

“Quem tem história não aceita retrocesso.” 


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